Gene Simmons, à esquerda, Tommy Thayer e Paul Stanley do KISS se apresentam durante a última noite da "Kiss Farewell Tour" no sábado, dezembro. 2, 2023, no Madison Square Garden, em Nova York. (Foto: Evan Agostini/Invision/AP).

No sábado à noite, o Kiss emocionou os fãs ao encerrar sua turnê de despedida, “The End of the Road”, no icônico Madison Square Garden, em Nova York.

Entretanto, para surpresa dos dedicados fãs, a despedida não foi definitiva. Durante o bis, os membros atuais da banda – os fundadores Paul Stanley e Gene Simmons, juntamente com o guitarrista Tommy Thayer e o baterista Eric Singer – deixaram o palco, revelando avatares digitais de si mesmos. Em uma revolucionária fusão de música e tecnologia, o Kiss virtual presenteou o público com uma empolgante performance de “God Gave Rock and Roll to You”.

A inovadora tecnologia por trás desses avatares foi desenvolvida pela renomada empresa de efeitos especiais de George Lucas, a Industrial Light & Magic, em colaboração com o Pophouse Entertainment Group, co-fundado por Bjorn Ulvaeus da ABBA. Essas duas empresas já haviam se unido para o espetáculo “ABBA Voyage” em Londres, onde os fãs puderam experimentar um show completo da banda sueca através de seus avatares digitais.

Per Sundin, CEO da Pophouse Entertainment, destaca que essa tecnologia oferece à banda a oportunidade de preservar seu legado “para a eternidade”. A capacidade de realizar apresentações virtuais em diferentes cidades e continentes simultaneamente é apontada como uma das vantagens revolucionárias dessa abordagem.

Para criar os avatares, os membros do Kiss participaram de performances vestindo trajes de captura de movimento. Essa prática está se tornando mais comum em certas partes da indústria musical. Em outubro, a estrela do K-pop Mark Tuan colaborou com a Soul Machines para criar seu “gêmeo digital” autônomo, chamado “Digital Mark”. Esse movimento inovador permitiu que os fãs interagissem individualmente com o avatar de Tuan, utilizando a tecnologia de inteligência artificial GPT da OpenAI.

Grupos como Aespa, no K-pop, frequentemente se apresentam ao lado de seus avatares digitais, expandindo a experiência para um octeto com gêmeos digitais. Outro grupo, Eternity, é composto exclusivamente por personagens virtuais, eliminando a necessidade de membros humanos.

Paul Stanley, vocalista do Kiss, expressou a emoção da banda ao dar esse próximo passo em direção à imortalização digital: “O que conseguimos foi incrível, mas não é suficiente. A banda merece viver porque a banda é maior do que nós”. Gene Simmons, baixista do Kiss, enfatiza que a tecnologia permitirá à banda alcançar novos patamares, sugerindo que “Paul pulará mais alto do que nunca”.

Para aqueles que perderam o show no Madison Square Garden, há uma promessa de que um espetáculo de avatar do Kiss pode estar a caminho.

Fonte: APNEWS – Maria Sherman, Jornalista de Música

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