Depois de largar atrás no primeiro turno, petista conquista 51,79% dos votos válidos em uma das eleições mais apertadas da história recente do país
O Brasil acordou nesta segunda-feira (26) com um nome que ninguém jamais havia escrito na história da República: Luiz Inácio Lula da Silva é presidente eleito pela quarta vez. Na noite deste domingo (25), o petista derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, com 51,79% dos votos válidos contra 48,21%, segundo o TSE, com 99,99% das urnas apuradas.
É uma vitória que muitos já davam como improvável três semanas atrás.
A virada
Em 4 de outubro, Lula saiu das urnas atrás. Flávio Bolsonaro foi melhor do que as pesquisas apontavam, chegou a 47,29% dos votos e deixou o campo lulista sem a festa que havia planejado. Naquela noite, o próprio presidente admitiu que esperava vencer ainda no primeiro turno e chamou o segundo de “hora da prova dos nove”.
A prova veio, e foi dura. Lula conseguiu reverter o resultado em uma campanha curta, em um país que queria mudança.
Uma noite de tirar o fôlego
A apuração do segundo turno foi um duelo até o fim. Lula abriu na frente, Flávio assumiu a liderança por volta das 20h05, e o petista retomou o primeiro lugar às 20h30, para não largar mais. Às 21h08, com 97% das urnas apuradas e Lula com 51,74%, o TSE confirmou a vitória.
Foi uma diferença de poucos pontos em um país dividido ao meio.
Uma trajetória sem paralelo
Lula chegou ao Planalto em 2003, foi reeleito em 2006 e voltou em 2022, derrotando Jair Bolsonaro, hoje condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Agora, em 2026, derrotou o filho do ex-presidente e se tornou o único brasileiro a vencer quatro eleições presidenciais.
O desafio que vem aí
A vitória na urna não garante um governo fácil. Lula terá pela frente um Congresso em que o PL, partido de Flávio Bolsonaro, tem a maior bancada na Câmara e no Senado. O novo mandato começa com um presidente consagrado nas urnas e um Legislativo que ele precisará convencer, votação por votação.
